Survivors

 



Sensacional! Mais de 1.600 visualizações para uma live temática sobre a revitalização do esporte macaense.

Esse é o resultado da segunda reunião de grandes lideranças de diversas modalidades esportivas da nossa cidade.

"O Portal Futebol em Macaé está sendo revitalizado para atender ao Projeto de Revitalização da Alma Macaense, da Liga Macaense de Desportos, do gestor Wanderson Agostinho. Estamos tentando unir nossos esportistas em torno de um ideal coletivo. A hora não é para individualismo", declarou Guilherme Kroll, projetista da LMD e mediador da live. "A primeira live reuniu a Samara Jardim, karateca e representante do CREF na nossa região, e o André Conceição, especialista no trabalho com esporte para deficientes.

Nessa agora, trouxemos a Vera Mota, ultramaratonista e organizadora de inúmeras corridas de alto nível, e o Jorge Gomes, atleta de alto rendimento do bicicross e representante da modalidade na LMD. Alcançamos uma marca histórica de interações.

O esporte paga um preço caro por uma aberração histórica. Antigamente, a educação física tinha um fatídico teste de habilidade específica para os vestibulandos. Para se cursar a faculdade, os candidatos tinham que estabelecer determinadas marcas em corridas e na natação. Isso eliminava quem não era atleta. Um verdadeiro crime. Perdemos muitos cientistas, políticos e dirigentes. Ficamos sem representação.

Zico e Pelé foram ministros do esporte. Sem falar de gente muito pior. Nas secretarias de esporte, então, vivenciamos situações, no mínimo, ridículas. Os cabo eleitorais lotearam nosso espaço. Isso tem que mudar.

O esporte necessita de um tripé: projetos fundamentados com degustação, inclusão, iniciação, aperfeiçoamento e rendimento + entidades tradicionais com histórico de realizações + gestores ilibados.

As fundações realizavam muita coisa pelo Brasil inteiro. Infelizmente, a pandemia da corrupção levou ao fechamento de quase todas elas. Digo que é igual a você encontrar sua mulher com um amante no sofá da sala... e jogar o sofá fora.

Acabaram com as fundações e não criaram nada no lugar. O Brasil se apagou.

Em Macaé, a Liga Macaense pode fazer o papel que a Fesporte fazia. É uma entidade sem fins lucrativos, cadastrada no Ministério do Esporte, filiado à FERJ, à CBF e à FIFA... e possui uma gestão que jamais esteve no meio de qualquer mazela do esporte.

Queremos a união. A hora é de fechamento. Adiem seus projetos individuais. Vamos retomar o caminho que jamais deveríamos ter saído".

Alguns temas de imensa relevância foram repensados durante a live. Aquecimento, equipamentos, capacidade mental, atitude de enfrentamento às intempéries, foram apenas alguns deles.

"Lembramos sempre que a live está salva na página 'Futebol em Macaé', no facebook. Quem quiser ver nossos craques, é só acessar", continuou Kroll.

"A corrida é a base de todos os esportes. Ela proporciona condicionamento físico", iniciou Vera Mota, que é a atual campeã brasileira da sua categoria em ultramaratonas de 24 horas. Questionada sobre a força mental necessária para percorrer uma distância tão longa, ela respondeu: "Meu foco é não sair da pista. A mente define mais a vitória do que o físico. Durante uma ultramaratona resolvo todos os problemas da minha vida.

Correr na esteira é entediante. Houve um evento beneficente no Shopping Plaza Macaé aonde corri 40 quilômetros. Haja imaginação".

"Minha modalidade (bicicross) é de tiro curto. Sei que rola fechadas propositais, só que não posso pensar nisso", falou Jorge Gomes. "Meu foco é na chegada. Quero largar e jogar poeira nos adversários".

A importância dos equipamentos também foi ressaltada pelos craques. "Compito em pistas completamente diferentes. É fundamental reconhecer o trajeto. Um capacete de fibra leve auxilia demais. As sapatilhas têm que estar bem clipadas. Os pés não podem escorregar dos pedais", prosseguiu Jorge.

"Corro no asfalto, na areia, na grama ou na terra. Levo, pelo menos, 5 tênis para cada corrida. Cada terreno pede um tênis específico. Sou penta-campeão do 80K Sana. Nessa competição, o tênis deve possuir garrinhas. O terreno escorrega muito", disse Vera. "A roupa também é fundamental. Já competi com 5 graus negativos. Corredor de verdade corre em qualquer situação. Tênis e roupas encharcadas atrapalham muito, mas temos que superar. Somos survivors.

Sou uma das organizadoras do 80K Sana. São 80 quilômetros de muita emoção. Corremos até dentro d'água. Vêm ultramaratonistas de todas as partes. Muitos estrangeiros. Divulgamos o Sana e toda região serrana. Já estamos na 9a edição. A largada é sempre às 4 horas da madrugada. Merecemos apoio".

"Também competimos em qualquer situação. No bicicross, só fica inviável se a pista não tiver uma boa drenagem. No Rio Grande do Sul, o Guilherme Rocha correu com 3 agasalhos. O frio era intenso demais. A chuva judiava. Temos que ter atenção redobrada. Os tombos são mais frequentes", prosseguiu Jorge.

O aquecimento foi outro ponto abordado na live. "Na maratona, só alongamos. Uma boa noite de sono é fundamental. A alimentação, também. Temos que nos hidratar bem na semana anterior", falou Vera. 

"No bicicross, muitas vezes viajamos dirigindo a noite inteira para competir na manhã seguinte. Isso tem que mudar", emendou Jorge.

"Necessitamos de política pública de esporte. A LMD vai propor parcerias público-privadas. As modalidades têm que possuir um calendário quadrienal com suas necessidades atendidas.

Quem precisar de 50 bolas... tem que receber 50 bolas. Atualmente, muita gente só fornece de uma em uma para fazer política. Dizem que estão fazendo favor, mas estão jogando com verba pública.

Pelo Brasil afora, tem muito político utilizando a famosa rachadinha para dar migalhas aos carentes instrutores de projetos sociais. Isso tem que acabar. Somos grandes. Temos que nos impor.

Nessa terça-feira, 20 horas, também na página do 'Futebol em Macaé', estaremos reunindo numa live, os gestores da AABB Macaé, do Tênis Clube, do Cidade do Sol e do Iate Clube Macaé. Os clubes são células fundamentais na nossa comunidade esportiva. Merecem receber total atenção do Poder Público.

O esporte impacta nos vetores de saúde, educação e segurança. Somos profiláticos. Somos survivors. Merecemos respeito", finalizou Kroll.







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