Guaguá de Belém

por Guilherme Kroll

Nossa live temática de ontem foi em homenagem aos macaenses imigrantes do Norte do Brasil. Belém, do Pará, foi cantada com muita história e energia.

“Trouxemos muita lambada, calypso e carimbó”, disse Guilherme Kroll, apresentador da live e projetista da Liga Macaense de Desportos, que está trabalhando para revitalizar a alma macaense. “São ritmos deliciosos. Eles alegram a alma e proporcionam muita vontade de dançar. Se depender do nosso esforço, voltarão a ser febre em Macaé”.

A dupla Dayana Furtado e Uguaraci Santos alegrou a tarde de domingo.
“Foi uma verdadeira ode à música paraense. Acho que a Fafá de Belém não fêz falta. Dadá de Belém e Guaguá de Belém representaram o melhor da cultura musical paraense.

Temos enorme orgulho da parceria que estamos desenvolvendo com o Uguaraci Santos, que é rei do karaokê da região e embaixador da música nordestina em Macaé. Ontem, ele deu mais uma aula de superação. Eliminamos os problemas com os filtros e geramos imagens com ótima qualidade de som e imagem. Além disso, ele demonstrou ser versátil demais. Nosso Guaguá de Belém incorporou o Chimbinha com muita personalidade. Foi um show a parte”, prosseguiu Kroll.








O Carimbó, que é patrimônio cultural imaterial da humanidade, é considerado um gênero musical de origem indígena com influências da cultura negra e portuguesa. Sua palavra em tupi refere-se ao tambor feito de tronco de árvore, chamado Curimbó, no qual “Curi” significa pau e “mbó” refere-se a oco ou furado, ou seja, significa ‘pau oco que produz som’.



“Quem não conhece ‘Bate forte o tambor… Eu quero tic, tic, tic, tic tac’?



Pois é! Tic Tic Tac é uma toada de boi-bumbá, imortalizada pela interpretação do grupo amazonense Carrapicho… que cruzou o oceano e ganhou até uma versão em russo.



Só sei que a musa Monick Santos, que se preparava para a live da Banda Brasil Mix, que viria depois, não aguentou e subiu no palco no tic tic tac… para dividir a cena com a paraense Dayane Furtado, que estava furtando o coração de todos.



Amo muito tudo isso…



Um amor assim igual ao meu

Você jamais vai encontrar

Amar Dudu como eu te amo

Eu sei que ninguém

Vai te amar…



Dayana Furtado trouxe ‘Dudu’, sucesso da Banda Calypso, com muita emoção. “Meu filho de 8 anos, se chama Dudu. Canto sempre essa música pra ele”, confessou Dayana.






O Calipso é um estilo musical afro-caribenho que surgiu em Trinidad e Tobago no século XIX.



Reza a lenda do tambor de aço (instrumento percussivo bastante utilizado no calipso) que, na Segunda Guerra Mundial foram deixados bidons de gasóleo, que serviam para abastecer as aeronaves, entretanto, os nativos pensaram que aqueles bidons poderiam servir para mais alguma coisa se não causar poluição. Então, pegaram nos bidons e fizeram alvéolos circulares, e assim se constituíram o tambor de aço (steel drums).



Em todo o Brasil, o nome calypso é conhecido em função da Banda Calypso, de Belém do Pará, formada pelos cantores Joelma e Chimbinha.



“O calypso era, originalmente, conhecido como brega calypso. Se ele é brega… eu também sou. Pensando bem todos são. Não tem quem não goste, apesar de alguns camuflarem bem.



Ontem, se a Fafá não fêz falta, Joelma e Chimbinha também não. A Dayana e o Uguaraci mandaram ver com muita animação e alegria. Não faltou nem a dancinha sincronizada.





Realizamos a gravação no Pampos Bar, no Imburo, na beira do lago de pesque-pague, que ontem apresentou internet de ótima qualidade. O vento veio com tudo. O bom foi que afastou as nuvens pesadas. Penso que também levou embora o baixo astral. A área interna, aonde funciona o bar, foi enchendo de gente bonita. A mistura de música negra, indígena, portuguesa… com caribenha, provoca uma sensação indescritível”, falou Kroll.





Chorando se foi quem um dia só me fez chorar

Chorando se foi quem um dia só me fez chorar

Chorando estará, ao lembrar de um amor

Que um dia não soube cuidar

Chorando estará, ao lembrar de um amor

Que um dia não soube cuidar



A lambada é um gênero musical com origens na Região Norte do Brasil, mais especificamente no estado do Pará, nos anos 1980. Tem, como base, o carimbó e a guitarra. Foi influenciada por ritmos como a cúmbia e o merengue.



“A lambada se tornou febre no Brasil. Ela originou até filme no cinema. Penso que nossa juventude deveria resgatá-la. Seu ritmo é contagiante. Ninguém consegue ficar parado. Vamos incentivar a lambada no nosso movimento de disseminação do karaokê”, finalizou Kroll.




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