Francamente



 As franquias das escolinhas de futebol são opções muito interessantes para se oferecer esporte de qualidade em Macaé. 

A 6a edição da sequência de lives temáticas promovida pelo Projeto de Revitalização do Esporte Macaense, da Liga Macaense de Desportos, do gestor Wanderson Agostinho, trouxe o aprofundamento do tema, numa iniciativa que superou as 730 visualizações, através de 4 personalidades muito experientes no assunto:

Miguel Habib (gestor da Zico 10 e do Miami Dade, time americano de futebol sediado em Miami, Estados Unidos); Sandro Moraes (Flu Guerreirinhos Macaé); Paulo Carvalho (Vasco Academy, AABB Macaé, Lagomar e Rio das Ostras); e Marcos Buda (Athlético Paranaense).

"As franquias abrem inúmeras oportunidades para nossa garotada. Elas devem ser inclusivas. O Poder Pública tem que ter uma política esportiva destinada à elas", afirmou Guilherme Kroll, projetista da LMD e mestre-de-cerimônia da live. "Sou muito fã desse trabalho. Temos que destinar espaços públicos para receber esse tipo de atividade. Temos que bancar a participação de jovens carentes. Uma parte deve ser social, só que não podemos sangrar os empreendedores. Eles proporcionam intercâmbio e visibilidade. Os grandes clubes sempre estarão atentos aos jovens talentos que surgirem nas suas turmas de iniciação".

"Somos empreendedores, empresários... mas o dinheiro é só uma consequência do nosso trabalho. O amor rege nossos passos. Queremos oferecer oportunidades reais à esses meninos. Sem enganação", falou Sandro Moraes, que possui extenso currículo em aprovar guerreirinhos nas peneiras de Xerém.



"Já viajei para Xerém acompanhando a delegação do Flu Macaé. Sou testemunha do elevado conceito que o Sandro possui dentro da estrutura principal da base do Fluminense. Além disso, seus professores estão, constantemente, fazendo cursos de atualização no CT do Tricolor", emendou Kroll.

"Possuir a marca tem um custo. É claro que existe a negociação, mas temos que arcar com o marketing que vem dos grandes centros. As ações nos beneficiam. Recebemos, por exemplo, o Frazan, zagueiro tricolor, que passou um dia com nossos alunos. O fato dele ser nosso amigo, e ser macaense, ajudou demais", falou Sandro. 

Questionado sobre a possibilidade de estampar patrocínios locais nas camisas de treinamento, ele não encondeu os entraves burocráticos. "É muito penoso. O marketing tricolor impõe uma série de regras e a aprovação é demorada". 

"No Vasco, é proibido", emendou Paulo Carvalho.

"Nosso faturamento principal vem das mensalidades. Os uniformes também agregam. Além disso, as ações são maravilhosas, mas geram um custo. Levamos nossa garotada para passar um dia com os profissionais do CFZ. No final, o Zico deu uma palestra divertida para todos. Conhecer o Museu do Zico foi inesquecível. Foi um dia de sonho", declarou Miguel.

"Levamos um grupo de atletas macaenses ao Athlético Paranaense e um menino foi aprovado, o Tiago. Ele permaneceu um ano atuando na base deles", disse Buda.

"Cadê os gestores municipais, estaduais e federais? Por que não avaliam quem está trabalhando de verdade? Merecemos apoio. Com o salário de 3 professores, o município proporcionaria para o Vasco Lagomar a oportunidade de abrir vagas para muitas crianças que necessitam desses valores. O problema está na gestão. Com tantos problemas, os governantes não estão atentos às escolinhas", prosseguiu Sandro.

"Mas deveriam. Somos anti-depressivos. Profiláticos. A disseminação de escolinhas de qualidade impactaria positivamente os vetores de saúde, educação e segurança. Ensinamos valores para quem está iniciando na vida", emendou Kroll. "Essas lives estão sendo produzidas com essa finalidade. Vou acreditar até no meu último suspiro. Semana passada, realizamos uma com os presidentes de clubes, que são células merecedoras de total apoio. Os clubes são locais de socialização. Devem cumprir seus papéis de inclusão e promoção social. É óbvio que o espaço dos associados é sagrado, mas as escolinhas devem ser franqueadas à todos. O Poder Público tem a obrigação de subsidiar espaços de qualidade para as escolas públicas e para os projetos sociais.

Na live sobre o esporte para servidores públicos, recebemos o Gutemberg, que foi vereador e secretário de esportes em Conceição de Macabu. Sua visão é diferenciada. O fato de termos um gestor esportivo qualificado num cargo de decisão muda tudo. Descobrimos que nosso sonho não é fantasia.

Temos que nos unir. O esporte elege. Vamos colocar gente nossa em cargos vitais. A mudança será automática.

Nosso sonho está longe de ser ficção científica. Não piloto disco voador. Vamos transformar o esporte de Macaé numa referência para todas as cidades do interior do Brasil".






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